Minha mãe, minha mulher – 04-01/3
Namoro
no barzinho
Ficamos abraçados por quase
meia hora, meu pau não amoleceu, continuou duro dando pulinhos dentro da buceta
alagada por meu sêmen. Não falamos nada, não tínhamos nada a falar naquele
momento, só a certeza de que havíamos, finalmente, nos encontrado e que nunca
mais seriamos filho e mãe ou mãe e filho. Nossa entrega, nossos desejos,
falaram mais altos que qualquer imposição da sociedade, que qualquer
instituição traçada e imposta pelo homem.
Não sei se Claudia estava em
casa quando mamãe gritou, não estava quando saí do quarto, mas se estava
conseguiu disfarçar bem quando voltou no cair da tarde.
A semana
transcorreu como se tudo fosse normal, continuei indo para o colégio com minha
irmã, brincamos e rimos como sempre fizemos. Nada denunciava que sempre que
podíamos eu e mamãe transávamos.
É claro que
tudo fazíamos para não demonstrar aquela nova condição, o amor que nuns unia,
amor de homem e mulher, mais maduro e certo de ser verdadeiro. Na sexta-feira
de noite, como sempre fazíamos, saí com Claudia para um barzinho em um shopping
próximo.
Eu estava em
meu quarto lendo um livro de história geral quandoClaudia entrou, vestia apenas
uma calcinha preta minúscula e a toalha de banho repousando no ombro, ia tomar
banho.
— Convida
mamãe! – parou na porta e falou – Ela nunca sai de casa...
Olhei para
ela, era cópia fiel de mamãe, nunca vi duas pessoas tão idênticas como as duas.
— Tu sabes
como ela é – respondi – Mas se tu quiseres, convida!
Já tinha
conversado com ela e ela preferia não sair com medo de Claudia desconfiar.
— Vai ser
uma boa... – ela sentou no chão encostada no guarda roupas – Pra ela também...
Olhei para
ela tentando pescar alguma outra intenção naquele seu pedido – nunca antes
tinha lembrado de convidar mamãe – mas não vi nada que denunciasse qualquer
outra coisa a não ser preocupação com a solidão de nossa mãe.
— Sabe
Lipe... – cruzou as pernas – A mamãe é muito nova pra deixar de viver, ela tem
mais é que aproveitar a vida antes que a vida passe.
— Tu sabes
que ela nunca gostou de badalação... – deixei o livro de lado e deitei apoiando
minha cabeça nas mãos espalmadas – Nem quando o velho era vivo ela gostava de
sair.
— Ela tem
mais é que arranjar um namorado, sair pra ver coisas novas... – olhou direto
dentro de meus olhos – Trepar... Tem de aproveitar enquanto é nova.
Fiquei
olhando pra minha irmã, gostava de conversar com ela e a gente falava de tudo
sem essa frescura de vergonhas, mas ela tinha falado em trepar e aquilo também
não era comum, nunca entremos nessa vereda.
— Posso te
perguntar uma coisa? – falei depois de uma pausa longa.
— Tu sabes
que sim... Deixa de frescura!
— Tu já
transou? – tinha cá minhas desconfianças, Claudia saia muito e já namorava
desde os doze anos.
Ela riu
nervosa e ficou me olhando.
— Se tu não
quiser responder não responde – na verdade eu estava arrependido de ter perguntado
aquilo – Como é, tu vai convidar ela? – tentei desviar daquele assunto pesado.
Claudia
continuou me olhando, no rosto não mais aquele sorriso, estava séria e pouco
piscava, olhos vidrados como se olhasse sem ver.
— Não! –
falou baixinho.
— Então por
que tu falou pra eu chamar ela – pensei que tivesse falando sobre mamãe.
— Tu queria
saber se eu já tinha dado, não dei... Sou cabacinho – riu e espalmou a mão
entre as pernas tapando a visão da calcinha minúscula enterrada na xoxota
separada em duas partes ponteadas de cabelinhos negros – Já pensei em dar, mas
tive medo... De doer e de pegar filho.
Na verdade
eu não acreditei nela, era por demais moleca e não perdia uma oportunidade de
se mostrar pros pequenos.
— Não é o
que parece... – tentei sorrir, mas estava por demais excitado com a visão da xoxota
e dos seios de minha irmã – Tu vive se mostrando, tuas roupas...
— Isso não
quer dizer nada – cortou – Gosto de me vestir assim, mas não quer dizer que já
dei, porque tu quer saber?
— Por nada,
só curiosidade mesmo... – respirei – Como é, vais convidar a velha?
Ri em ter
chamado mamãe de velha, ninguém em sã consciência a chamaria assim. Claudia também
sorriu.
— Velha
nada! É uma gata, não é mesmo? – falou depois de alguns instantes – Deixa
qualquer moleque de pau duro... – parou e olhou pela brecha da porta como se
pensando que mamãe nos estivesse ouvindo – Tu mesmo fica de pau duro... Se bem
que tu vive duro... – riu.
— Também?
Com duas gatas em casa assim... – resolvi entrar na corredeira daquele assunto
sem saber onde ia chegar.
Minha irmã
ficou pensativa, tornou olhar vidrada em minha direção.
— Tu me
achas bonita?
Olhei para
ela, claro que ela é bonita, sempre achei.
— Se fosse
só bonita... – respondi e ela sorriu.
— Sou
gostosa?
— Claro!
Tenho duas gostosas em casa... – respondi suspirando.
Claudia me
olhou séria, fechou os olhos e tirou a mão que lhe tapava o sexo.
— Por
enquanto tu tens uma...
Estremeci,
fiquei arrepiado. Ela sabia.
— Como é,
vamos? – minha irmã levantou e saiu do quarto – Vou chamar ela, já tomou banho?
Saiu sem
deixar que eu respondesse e não tinha mesmo o que responder, mas fiquei com medo.
Não do que ela tinha escutado ou do que estivesse imaginando, mas do que aquela
descoberta viesse acarretar pro futuro.
Me espantei quando vi mamãe
arrumada, tinha aceito o convite de Claudia. Não me falou nada, não procurou me
dizer o porquê daquela mudança de uma hora para outra.
Fomos primeiro para um
restaurante – não me lembro da ultima vez que jantamos fora – e depois
passeamos abraçados pelas ruas do shopping olhando as vitrines, as duas paravam
a cada nova visão de roupas femininas e conversavam brincando sobre essa ou
aquela peça um pouco mais devassa ou erótica.
— Ah! Mãe,
tem um loja beleza ali – Claudia falou e nos puxou.
Era umas
últimas no mezanino, quase escondida entre outras mais glomorosas.
— É de
sacanagem filha... – mamãe olhou para Claudia.
— Sacanagem
não mãe, é de artigos eróticos – me espiou de ponta de olho – Vamos entrar?
Entramos,
ninguém comprava naquele momento, uma vendedora morena de corpo escultural se
aproximou perguntando se tínhamos preferência.
— Estamos só
olhando – mamãe estava nervosa, nunca tinha entrado em uma loja desse tipo.
Claudia
parecia se divertir e se acocorou defronte de um balcão de vidro onde objetos estranhos
estavam expostos. Fiquei parado olhando as duas, não sabia o motivo de Claudia
nos ter levado lá. Mamãe estava visivelmente constrangida e não sabia o que
fazer nem o que olhar.
— Olhe aqui
mãe! – Claudia pediu que a vendedora lhe mostrasse uma peça cilíndrica prateada.
Mamãe se
aproximou e pegou a caixa, Claudia pediu outros objetos.
— Vou na
livraria – falei, não estava a vontade.
— Deixa de
ser bobo Lipe! – Claudia se virou – Espera a gente!
Não esperei
e fui para a livraria folhear alguns livros de literatura. Demorou quase meia
hora para as duas saírem da loja, Claudia conversava baixinho com mamãe que
sorria constrangida.
Saímos do shopping e fomos para
um barzinho na Praça da Paixão onde ficamos tomando chope e conversando
descontraídos, rindo das piadas e dos causos que Claudia contava.
— Hei! –
levantou e chamou duas amigas que chegaram – Fiquem aqui com a gente – as duas
se aproximaram – O Lipe vocês já conhecem - levantei e peguei duas cadeiras –
Essa é minha mãe...
Feitas as
apresentações tornamos a descontrair. Roberta, uma garota baixinha, loira,
sempre ficava conosco e Sirlan, prima de Roberta, já tinha estado conosco
algumas vezes. Era diferente da prima, morena, cabelos cortados rente ao ombro,
quase da altura de Claudia e com um corpo de fazer babar.
Em um palco
estreito um cantor solo dedilhava com maestria um violão e cantava músicas românticas,
vez por outra algum freguês pedia essa ou aquela música. Aos poucos fomos
ficando mais acesos, a bebida e as piadas picantes que Claudia e Roberta
contavam ajudavam a quebrar o gelo.
— Essa é pra
vocês dançarem – Claudia pediu que a garçonete levasse um guardanapo onde fez o
pedido da música – Não quero desculpas...
Olhei para
mamãe que estava já meio grogue e levantei, a música era “sonho” de Peninha.
Começamos dançar ali mesmo do lado da mesa, Claudia não desgrudava o olho da
gente. Não paramos de dançar depois que terminou a música pedida, continuamos
coladinhos e aos poucos fomos nos afastando até um canto sem mesas e com pouca
claridade. Sentia a respiração de mamãe, o bater acelerado do coração e imagens
de erotismo puro acompanham minha mente.
— Não
Lipe... – tentei beijá-la, ela não deixou – Aqui não...
Estava morto
de tesão, meus desejos avolumados pelas músicas lentas, pelo bailar leve, pelo
roçar de nossos corpos e por nossas respirações entrecortadas de soluços.
— Deixa...
Ninguém ta vendo... – implorei, passava as mãos em sua costa e ela se espremia
em mim.
— Tua irmã
pode ver...
Aproveitei
um descuido e colei minha boca na dela, ela tentou afastar o rosto, mas segurei
sua cabeça e meti a língua dentro de sua boca. Não paramos de dançar, começamos
a nos beijar sentido o morno de nossos hálitos carregados do sabor da cerveja,
roçamos nossos corpos e ela sentia o volume de meu pau rijo e pulsando.
— Não faz
isso Lipe – pediu – Podem nos olhar...
Voltamos a
apenas dançar, suas mãos acariciavam minha nuca distribuindo um arrepio gostoso
em minha pele.Ela suspirava e gemeu baixinho quando segurei suas nádegas e as
trouxe para mim colando nossos corpos. Comecei a massagear e, aos poucos, a
saia curta subiu fazendo com que eu lhe tocasse a bunda macia, trêmula.
— Não
Lipe...
Mas não
tentou me fazer parar, estávamos entregues aos sonhos de volúpia sem regras e
sem arreios. Meti a mão dentro da calcinha e toquei aquele ponto cheio de
pregas, ela gemeu, paramos, ficamos parados e abraçados enquanto meu dedo
brincava endoidecido na regada.
— Não faz
isso amor, não...
Ela tremia,
o coração disparado e gemeu quando corri o dedo até tocar nos lábios inferiores
da vagina depilada, estava úmida, empapada de desejos.
— Não faz
isso amor...
Continuei
bolinando e meti o dedo, ela gemeu de prazer.
— Não
Lipe... Não... – falou baixinho mordiscando o lóbulo de minha orelha – Assim
vou gozar... – abriu as pernas, estávamos encostando num canto escuro – Não
Lipe... Não faz isso comigo...
Naquele
momento mágico nada me importava, nada parecia impedir que eu parasse. Estava
endoidecido, só o desejo e o tesão me importava. Mamãe gemia, rebolou ajudando
a tocar, a explorar a vagina gente e melada.
— Lipe...
Amor... Amor... – gemeu forte, o corpo estremeceu, tinha gozado, meu dedo a
tinha feito gozar.
Não fosse
ela me chamar à razão eu teria trepado com ela ali mesmo.
— Não! – foi
dura, tinha de ser – Isso não!
Ajeitou a
calcinha, baixou a saia e foi para o banheiro enquanto eu fiquei encostado
sentido o aroma da buceta de minha mãe impregnado em meu dedo que cheirei e
chupei. Devo ter ficado por mais de quinze minutos até sentir que podia sair e
voltar, ajeite meu pau e andei cambaleando para a mesa.
— Cadê a
mamãe? – Claudia me olhou, no rosto um sorriso sacana.
— Foi no
banheiro, acho... – respirei fundo e sentei...
Este relato é contado em 4
episódios e você leu o 3º
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