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    Titio Papai Noel

      Era quase oito horas quando ele chegou carregando um saco vermelho abarrotado de presentes, de longe começou a gritar alto tal papai Noel.

      – Hô! Hô... Hô!

      E um barulho infernal, como se a porta dos infernos houvessem sido destravadas. Era som de sino, de vidro quebrando e carros freando arrastando os pneus. Quem primeiro estranhou aquela algazarra foi o papai que, irritado com a barulheira, dirigiu-se ao portão no intuito de brigar com quem era responsável por aquele inferno sonoro. A mana bem que desconfiou que aquilo tudo só podia ser armação do tio...

      – Isso é coisa daquele doido do teu amigo, mãe...

      Mas ninguém, em são consciência, poderia sequer imaginar que ele chegasse àquela loucura.

      – Quem? O Junior? – Sônia deu um risinho – E ele é lá de fazer uma doideira dessa, Sandrinha! Vai ver é um desses vendedores de buginganda querendo chamar atenção, ele pode até ser um pouquinho doido, mas...

      Não era! Era mesmo o maluco do tio que arranjara um cd com todo tipo de barulheira possível e o papai, resmungão como sempre, vinha soltando os cachorros em cima do pobre.

      – Esse cara é totalmente maluco, Sonia! Onde já se viu chegar na casa dos outros fazendo esse barulhão todo?- balançou a cabeça – É doido varrido... Cara, o Natal já passou...

      O tio nem ligava mesmo pras coisas do papai, sabia que aquilo tudo era só pra manter a pose.

      – Hô! Hô! Hô! Hô! Feliz Natal para todos...

      Não me contive e corri para ele e me atirei em seus braços.

      – Olá minha princesinha? – me deu o maior e mais gostoso abraço – Como é que é? Está preparada para as surpresas? Não deu pra vir no Natal, mas vim ainda no ano certo.

      Mamãe e a mana também se achegaram, mas continuei agarrada a ele. –

      Seu maluco! – mamãe sorriu e deu um beijo na boca dele – Os vizinhos podiam ter chamado a polícia, seu doido!

      Sandra também deu um beijinho na boca dele e, quando papai se aproximou para abraçá-lo...

      – Vai pra lá, bicho... Não vou beijar na tua boca nem se tivesse doido!

      Rimos todos, ele tinha me posto no chão, coitado.

      – E quem disse que ia querer que me beijasses?... – se abraçaram novamente – E tem uma coisa, seu Papai Noel de araque... – empurrou o tio – Não gostei nada de ver esse negócio de ficar beijando a boca de minhas mulheres, viu?

      O tio ainda disse algumas piadas antes de por os presentes debaixo da árvore, mamãe voltou com uma dose do uísque preferido dele.

      – Opa! Quer dizer que o papai Noel por aqui passa bem!...

      – Nem todos, amigo! Nem todos... – papai brincou.

      Ficamos brincando com ele, o papai pôs um disco do aparelho de som, a mamãe com a mana voltaram para a cozinha onde davam os últimos retoques tanto na ceia quanto na decoração da mesa, o papai foi para o jardim ver se as bebidas estavam no ponto e o tio ficou conversando comigo na varanda.

      – E aí, Sandrinha? – falou depois de dar uma golada no copo – O que tem feito nessas férias?

      – Quase nada tio... Fico o maior tempo na piscina ou na frente do computador...

      – Não acredito! Não acredito que uma gata, como você, vá perder esse solzão que está fazendo para ficar plantada na frente de um computador.

      – Pode até não acreditar, mas que é verdade é!

      Levantei e sentei no braço da poltrona e ele pôs a mão sobre minhas pernas.

      – E o namorado? Também fica teclando? – acariciou minha coxa e fiquei arrepiada – Conheci o Armando outro dia, é filho de um conhecido meu... – parou e continuou me acariciando – Ele é seu namorado, não é?

      – Terminamos... Aquele sacana tentou passar dos limites comigo...

      – Limites? – parou de acariciar minha coxa – Ele fez alguma coisa contigo?

      – Não... Queria fazer, mas não dei entrada pra ele... – O que ele queria, posso saber? Olhei pra porta da varanda para ver se não tinha ninguém nos escutando. – Passou a mão em mim...

      – Onde...

      – Ora tio! Tu sabe onde foi...

      – Quis pegar na tua xoxotinha?

      – É isso... Aquele sacana filho da puta!

      – Porque você está tão indignada com ele?

      – É que andou espalhando que só não me comeu porque não quis.

      – Isso é coisa da idade... Tem garoto que acha que é somente dizendo o que não fez que vai conseguir respeito e admiração dos colegas... Liga pra isso não, princesa...

      – Ligo não, mas nunca mais quero ver a cara daquele pivete.

      Lembro que eu estava vestida em um saiote bem curto, uma blusinha quase transparente e não usava calcinha, tinha mijado e molhado o fundo, tirei e não deu tempo de por outra, pois ele chegou logo.

      – E se eu passasse a mão lá?

      – Tu não é doido, tio... Deixa de besteira, siô...

      Estava molhadinha, sentia as beiradinhas de minha xoxota escorregadias.

      – Dôido? Claro que sou!

      E meteu a mão debaixo de minha saia, levei um susto, mas adorei sentir o dedo dele pincelar minha xoxotinha.

      – Opa? Cadê a calcinha?

      Contei pra ele o que tinha acontecido e ele tirou a mão.

      – Deixa... Ta gostoso... – sussurrei ao seu ouvido – Tu pode fazer tudo comigo que não vou ficar danada e nem termino contigo.

      – É... Sei disso, mas vai por outra calcinha senão o brabo briga contigo se descobrir.

      Ele tinha razão, sempre teve e sabia tintim por tintim tudo da gente e fui por outra calcinha enquanto ele ficou bebericando. Do quarto fiquei escutando quando mamãe conversou com ele.

      – E aí querido? – mamãe deve ter percebido que ele tinha ficado só e foi fazer companhia para ele – O que tem feito na vida?

      – Trabalhado, só trabalhado... Naquele lugar não tem nada pra se fazer a não ser trabalhar...

      – E... Namorada? Conseguiu alguma? – escutei mamãe rindo baixinho.

      – Namorada mesmo... Não! – ele, na certa não queria se abrir pra ela – Cadê o pessoal?

      – Talinha saiu com o pai, foram rapidinho no apartamento do Emanoel, chegam logo...

      Saí do quarto e fiquei sentada no sofá por detrás das plantas, não dava para eles me verem e ali escutaria melhor o que falavam.

      – Estão moça, mulheres formadas – mamãe deve ter ficado toda gabola – Natália está cada dia mais parecida contigo, bonita e gostosa como sempre fostes...

      – Que nada seu sacana, tu falas isso pra todas...

      – Tu sabes que não... Tu sempre fostes muito especial, a única especial que se emaranhou comigo.

      Escutei mamãe suspirando e sons de cadeira sendo arrastada.

      – Faz isso não... Sandra pode aparecer...

      – Ela sabe que te amo, sempre te amei... – mamãe gemia baixinho – Todos sabem...

      Ficaram em silêncio por alguns instantes.

      – Outro dia Talinha procurou pra falar sobre ti... – gelei, mas adorei ver que ela tinha percebido o quanto ele era importante para mim.

      – E aí?

      – Terminei contando de como tu me comeste no Sítio do Físico...

      – Tu és doida? – ele deve ter levado um susto diante daquela inconfidência da mamãe – Por que você contou?

      – Achei que ela devia saber... Faz assim não? – ele deve ter passado a mão na boceta dela - Estou a seco faz um tempão... E tu sabes que quando gozo é aquele escafundéu!

      Os dois riram baixinho e ela suspirava e gemia baixinho.

      – To doido pra chupar essa xoxota adorada...

      – Deixa de ser maluco Junior! Tua menina pode aparecer... Não... Não... Ai! Gostoso... Isso... Isso... Chupa meu amor, chupa tua boceta... Hum! Hum!...

      Ele devia estar chupando a xoxota da mamãe e eu fiquei totalmente alagada de tesão, minha xoxotinha zunia de desejos. Queria ser eu a sentir a língua dele passeando bem dentro de mim, arrancando gozo e mais gozo. Meti a mão dentro da calcinha e bolinei meu grelo, quase gritei de tanto prazer.

      – Pára... Não faz isso...

      Mamãe deve ter ficado com medo do papai chegar, ou de eu aparecer.

      – Teu gosto ainda é o mesmo, amada...

      – Tu és especial... Um homem pra lá de especial... Queria poder fazer o que estou doidinha pra fazer... Mas não é certo, mesmo contigo não é certo e tua especial pode aparecer... – ela suspirou e deu um risinho gostoso.

      – E como é que ela ficou, depois que contastes nossa maluquice lá no Físico?

      – Deve ter ficado agoniada... – ela sorriu baixinho – Notei que passava a mão na bocetinha que devia estar ardendo de tanto tesão... Tu és mesmo um sacana, um gostoso e amado sacana que enfeitiçou até minha pequenina... – ouvi barulho de cadeira arrastando – Deixa disso Junior...

      – Ta bom! Ta bom... – ele falou – Só paro se você contar tudo...

      – Não aconteceu nada demais, ela fez um bando de perguntas...

      – Quais? – ele atalhou.

      – Ora! Essas coisas que...

      – Quais coisas? – Se a gente continuava transando, se... Ora! Um bando de coisas...

      – E você?

      – O que tem eu?

      – O que respondeu sobre nos dois?

      – A verdade... Que depois do casamento nunca mais transamos...

      – Não foi por falta de desejos!

      – Sei disso, querido! Mas a gente conversou bem sobre isso, o Batista é um cara super legal, meio complicado, mas legal e nunca nos iríamos trair sua confiança...

      – Mas...

      – O que?

      – Chupar pode?

      – Deixa de ser sacana, cara? Tu nunca fica sério?

      – Pôxa Sonia?

      – Ta bem seu tarado! Chupar pode... Riram juntos. – Sabe querido? Acho que a pequenina ta amarrada em ti. – agucei meus sentidos – Não viu hoje?

      – Ela é especial, sempre foi especial desde que nasceu... – sorri, ele também é especial para mim – A gente conversa de tudo, não temos segredos um para o outro... Pena que ultimamente não tenho estado tanto tempo com ela, quanto merece...

      – E o que vocês conversam?

      Gelei. Será que ele vai falar...

      – Sobre ela, sobre eu... Das coisas do nosso dia-a-dia, tudo!

      – E sobre vocês dois?

      – O que que tem?

      – Rola alguma coisa? – ouvi mamãe suspirar profundo – Tu já...

      – Não! Não Sonia... Isso é loucura e tu sabes disso...

      Respirei aliviada e, ao mesmo tempo, um tantinho decepcionada.

      – Mas vai acontecer... Tenho certeza de que ainda vai rolar algo entre você e ela... – fechei os olhos, mamãe parece que adivinha as coisas que penso e que sinto – Sabe Junior? No início pensei que a Natália seria quem tentaria te conquistar, ela é mais atirada, mais batalhadora e também te admira e demonstra tesão por ti. Porra cara? Que diabo tu tens pra despertar tanto desejo assim?

      – Sei lá? Acho que é coisa de genes – riu – Passou de ti para elas!

      – Calhorda! Tu estais me saindo muito gabola, seu sacana gostoso...

      Ficaram em silêncio por um instante, não sei se estavam fazendo alguma coisa, na certa estavam se beijando.

      – Acabou tua bebida?

      – Pensei que tu não ias oferecer outra dose?...

      – Tu sabes que te ofereço tudo. Minha vida e até minhas filhas são tuas, amado!

      Tomei um susto quando ela entrou na sala com o copo na mão.

      – Filha?! – acho que percebeu que eu tinha escutado tudo – Pega uma dose de uísque pro teu tio...

      Recebi o copo e fui à copa onde pus a bebida e à geladeira, de onde tirei o balde de gelo.

      – Você escutou tudo?

      Me virei e deparei com mamãe recostada à porta, mas não respondi. Estava envergonhada e receosa que ela me repreendesse.

      – Sei que escutou... – caminhou até mim – Olha filha, ele é muito especial para mim...

      – Pra mim também... – respondi cortando-a.

      – Pois é! Amo loucamente esse cara, sempre amei...

      – E porque a senhora não casou com ele?

      – Por muitos motivos que um dia ainda te falo, mas meu gostar é diferente...

      – Só sexo?

      – Não! Não rola sexo entre a gente... Um beijo, um amasso de vez enquanto, mas sexo mesmo, não!

      – Ele chupou tua xoxota, não chupou?

      Mamãe ficou me olhando, o rosto estava sereno como se estivesse em paz consigo.

      – Deu uma chupadinha – riu baixinho olhando para o chão – Sabe Sandra! Tem coisas que a gente sente, e faz, que não se consegue explicar direito... Ou melhor, que não tem como ser explicado...

      – Sei o que é isso mãe...

      – Você ouviu o que falei pra ele sobre você?

      – Ouvi... E a senhora tem razão em tudo...

      Mamãe ficou um instantinho olhando pra mim antes de me abraçar.

      – O que será que acontecerá conosco, filha... – senti o batucar do coração dela e a respiração forte – Somos amantes e amadas de um homem maravilhoso... Me apertou contra ela. – Vamos lá? – se afastou de mim – Vamos levar a bebida de nosso homem.

    Rimos juntas e fomos para a varanda.

     

    (Leia esse e outros em meu blog)

     
      Posted on : Nov 28, 2010
     

     
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